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Eu
sou contra a blasfêmia!
De:
Eduardo Rosinelli |
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*Blasfemar = ofender, insultar aquilo que é Divino, Sagrado. Abaixo, transcrevo um trecho do texto “A favor da blasfêmia” escrito
pelo colunista André Petry, publicado na Revista Veja, edição 1943 de 15 de Fevereiro de 2006, página 85: “Na democracia temos o direito à blasfêmia. Temos o direito de
criticar, negar, satirizar o profeta Maomé, Alá, Jesus Cristo, Shiva, Buda, Xangô, Jeová, Zeus e toda a imensa fileira
de deuses e deusas que a humanidade criou e criará”. O texto citado acima foi escrito em razão da ação de grupos religiosos
radicais, contra os autores de charges que satirizam o profeta Maomé, e que
foram publicadas em um jornal dinamarquês recentemente. Quero comentar algo a respeito: Realmente o colunista está certo em dizer que todos têm o direito a
criticar e a negar as Divindades citadas. Porém ele erra ao dizer que a democracia autoriza a SÁTIRA às
Divindades, ou aquilo que grande parte da população mundial considera como
sendo SAGRADO. Eu já critiquei religiões e comportamentos “teoricamente religiosos”,
já neguei entidades espirituais, mas NUNCA desrespeitei ou fiz piadas
com esse assunto que é tão sério. Não tenho o direito de satirizar a Fé de ninguém, nem de fazer piadas
a esse respeito. Uma coisa que detesto e repudio, são aquelas piadas que começam a
surgir momentos após a morte trágica de alguma celebridade. Quem nunca teve a infelicidade de ouvir uma piada sobre Ayrton Sena,
Mamonas Assassinas, Tancredo Neves, Raul Seixas, entre outros. Será que a pessoa que cria esse tipo de piada não entende a gravidade
do ocorrido para a família do morto? Será que ele não consegue entender a
tristeza que segue tal fato? No que ele vê graça? Será que essa pessoa
gostaria que fizessem piadas a respeito da morte da mãe, ou de um filho dele? Bom, voltando ao texto sobre “blasfêmia”, quem tiver acesso ao mesmo
poderá perceber que o autor quer justificar o desrespeito ao Sagrado
usando o nome “democracia” como escudo às suas idéias. Ele está errado, pois
o sentido verdadeiro de palavras como democracia e liberdade
estão intimamente ligados ao conceito de respeito ao próximo e
aos seus ideais. Sim ele tem o direito de não acreditar e isso não é nenhum demérito para a sua pessoa.
Um de meus melhores amigos é ateu e isso não diminui o respeito, o carinho e a
amizade que tenho para com esse grande amigo. Cada um na sua! Mas a partir do momento em que o tal colunista incentiva a blasfêmia
contra o Cristo a quem tanto respeito e admiro, me vejo no direito a levantar
minha voz e dizer: “NÃO Sr. André. Nem você, nem ninguém têm o direito de
desrespeitar o meu Cristo, o meu Oxalá, o meu Guia Espiritual, o meu Deus.” Pessoas como o Sr. André Petry, se acham
superiores, donos de toda a razão e que nos consideram como “pessoas
loucas e ignorantes que acreditam em crendices populares, adorando e
prestando graças a imensa fileira de deuses e deusas
que a humanidade criou e criará” Outro erro grosseiro. Ter Fé no Divino e na Sua Obra, não é sinal de
loucura, ou ignorância. É sinal de mente aberta, de sabedoria, de humildade,
de vontade de viver e de trabalhar em prol de um mundo melhor e mais
fraterno. Coisa que não pode ser vislumbrada por um simples materialista. Antes de escrever cada texto, eu paro em uma breve meditação. E nesta
meditação, eu faço a Oração de São Francisco de Assis. Para que
através desses singelos textos, eu possa levar ao mundo, um pouco de “paz,
amor, perdão, união, fé, verdade, esperança, alegria e Luz”. É um trabalho que me propus a fazer, em
nome do meu Deus, do meu Cristo, do meu Sagrado. Não considero esse
meu trabalho espiritual, como um ato de ignorância ou loucura. Portanto Sr. Colunista, não satirize o que eu
considero Sagrado. E não incentive outros a fazê-lo. Com certeza não vou achar a menor graça de suas piadas infames. Aproveite a sua criatividade pra fazer piadinhas sobre políticos,
papagaios, etc. Mas deixem o nosso Sagrado em Paz. Deixo aqui o meu repúdio pacífico contra as palavras desse colunista. Deixo aqui o meu repúdio às ações de violência dos radicais que se
vêem no
direito de matar e ferir, usando o nome de seu Deus como escudo às suas
barbaridades. Que possamos viver em um mundo de Paz e Respeito. Agradeço. Recomende este texto para seus amigos (Você precisa
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