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Eu sou contra a blasfêmia!
De:
Eduardo Rosinelli – 05/03/2006 |
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*Blasfemar
= ofender, insultar aquilo que é Divino, Sagrado. Abaixo,
transcrevo um trecho do texto “A favor da blasfêmia” escrito pelo colunista
André Petry, publicado na Revista Veja, edição 1943 de 15 de Fevereiro de
2006, página 85: “Na
democracia temos o direito à blasfêmia. Temos o direito de criticar, negar,
satirizar o profeta Maomé, Alá, Jesus Cristo, Shiva, Buda, Xangô, Jeová, Zeus
e toda a imensa fileira de deuses e deusas que a humanidade criou e criará”. O
texto citado acima, foi escrito em razão da ação de grupos religiosos
radicais, contra os autores de charges que satirizam o profeta Maomé, e que
foram publicadas em um jornal dinamarquês recentemente. Quero
comentar algo a respeito: Realmente
o colunista está certo em dizer que todos têm o direito a criticar e a negar
as Divindades citadas. Porém
ele erra ao dizer que a democracia autoriza a SÁTIRA às Divindades, ou aquilo
que grande parte da população mundial considera como sendo SAGRADO. Eu
já critiquei religiões e comportamentos “teoricamente religiosos”, já neguei
entidades espirituais, mas NUNCA desrespeitei ou fiz piadas com esse
assunto que é tão sério. Não
tenho o direito de satirizar a Fé de ninguém, nem de fazer piadas a esse
respeito. Uma
coisa que detesto e repudio, são aquelas piadas que começam a surgir momentos
após a morte trágica de alguma celebridade. Quem
nunca teve a infelicidade de ouvir uma piada sobre Ayrton Sena, Mamonas
Assassinas, Tancredo Neves, Raul Seixas, entre outros. Será
que a pessoa que cria esse tipo de piada não entende a gravidade do ocorrido
para a família do morto? Será que ele não consegue entender a tristeza que
segue tal fato? No que ele vê graça? Será que essa pessoa gostaria que
fizessem piadas a respeito da morte da mãe, ou de um filho dele? Bom,
voltando ao texto sobre “blasfêmia”, quem tiver acesso ao mesmo poderá
perceber que o autor quer justificar o desrespeito ao Sagrado usando o
nome “democracia” como escudo às suas idéias. Ele está errado, pois o sentido
verdadeiro de palavras como democracia e liberdade estão
intimamente ligados ao conceito de respeito ao próximo e aos
seus ideais. Sim
ele tem o direito de não acreditar e isso não é nenhum demérito para a sua pessoa. Um de meus
melhores amigos é ateu e isso não
diminui o respeito, o carinho e a amizade que tenho para com esse
grande amigo. Cada um na sua! Mas
a partir do momento em que o tal colunista incentiva a blasfêmia contra o
Cristo a quem tanto respeito e admiro, me vejo no direito a levantar minha
voz e dizer: “NÃO
Sr. André. Nem você, nem ninguém têm o direito de desrespeitar o meu Cristo,
o meu Oxalá, o meu Guia Espiritual, o meu Deus.” Pessoas
como o Sr. André Petry, se acham superiores, donos de toda a razão e que nos
consideram como “pessoas loucas e ignorantes que acreditam em crendices
populares, adorando e prestando graças a imensa fileira de deuses e deusas
que a humanidade criou e criará” Outro
erro grosseiro. Ter Fé no Divino e na Sua Obra, não é sinal de loucura, ou
ignorância. É sinal de mente aberta, de sabedoria, de humildade, de vontade
de viver e de trabalhar em prol de um mundo melhor e mais fraterno. Coisa que
não pode ser vislumbrada por um simples materialista. Antes
de escrever cada texto, eu paro em uma breve meditação. E nesta meditação, eu
faço a Oração de São Francisco de Assis. Para que através desses
singelos textos, eu possa levar ao mundo, um pouco de “paz, amor, perdão,
união, fé, verdade, esperança, alegria e Luz”. É um trabalho que me propus a fazer, em nome do meu Deus,
do meu Cristo, do meu Sagrado. Não considero esse meu trabalho
espiritual, como um ato de ignorância ou loucura. Portanto
Sr. Colunista, não satirize o que eu considero Sagrado. E não incentive
outros a fazê-lo. Com
certeza não vou achar a menor graça de suas piadas infames. Aproveite
a sua criatividade pra fazer piadinhas sobre políticos, papagaios, etc. Mas
deixem o nosso Sagrado em Paz. Deixo
aqui o meu repúdio pacífico contra as palavras desse colunista. Deixo
aqui o meu repúdio às ações de violência dos radicais que se vêem no direito de matar e ferir, usando o
nome de seu Deus como escudo às suas barbaridades. Que
possamos viver em um mundo de Paz e Respeito. Agradeço. |